sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Desejo (Interpretação)
Interpretação do meu conto Desejo (primeira postagem) feita por: Fernanda Sales, Mônica Zafani, Paula Carvalho e Pietro Coelho
Começo
Interpretação do conto "Começo" de Mônica Zafani feito por: Ju Tomazetti, Maria Roberta Monti, Raphael Castanheira e Pri Simões
domingo, 25 de outubro de 2009
Sabor Distorcido
Não consigo mais respirar, mas se eu sair agora vou parecer um fracassado, pensei enquanto estava jogando futebol com meus amigos. A verdade é que não consegui chegar ao fim da partida.
A sensação de fracasso foi a mesma de quando saimos para jantar no mesmo dia: eu não sentia direito o gosto da comida, diferente dos meus amigos que pareciam apreciar o sabor.
Fui para a balada para levantar o astral, porém acabei me sentindo pior. Não consegui aproveitar nada pois tive de sair o tempo todo.
Isso tudo estava me fazendo muito mal. Foi ai que percebi que fumar não vale a pena.
(Texto por: Ju, Ro, Pri e Raphael)
A sensação de fracasso foi a mesma de quando saimos para jantar no mesmo dia: eu não sentia direito o gosto da comida, diferente dos meus amigos que pareciam apreciar o sabor.
Fui para a balada para levantar o astral, porém acabei me sentindo pior. Não consegui aproveitar nada pois tive de sair o tempo todo.
Isso tudo estava me fazendo muito mal. Foi ai que percebi que fumar não vale a pena.
(Texto por: Ju, Ro, Pri e Raphael)
A Batida
Bateram na porta.
Deixei entrar.
Ele me olhou, eu o olhei. Fazia muito tempo que eu não via o brilho em seus olhos.
Não precisou muito para perceber o que sentíamos.
(Texto de Ju Tomazetti e Pri Simões)
Deixei entrar.
Ele me olhou, eu o olhei. Fazia muito tempo que eu não via o brilho em seus olhos.
Não precisou muito para perceber o que sentíamos.
(Texto de Ju Tomazetti e Pri Simões)
domingo, 4 de outubro de 2009
Desejo
Era noite. Ele sentou-se no sofá. Começou a falar de muitas coisas, de sonhos que tinha e coisas que sentia saudades. Ela não prestava atenção, estava mais preocupada com seus próprios devaneios.
Ali não se sabia o que era real ou não. Casados há 34 anos não se entendiam fazia tempo, andavam brigando muito, tanto sobre assuntos importantes quanto aqueles banais demais para perder tempo em falar sobre eles.
Os papéis se alternavam, ora ela queria discutir e resolver, ora ele. Naquele momento era ele. Continuava falando e falando. Ela continuava pensando e pensando (em outro assunto).
Queriam coisas diferentes, almejavam futuros distintos.
Ambos sentiam saudades do passado, tempo em que foram muito felizes juntos, felicidade esta que durou pouco. Eles não sabiam ser mais felizes. O marido só via defeitos no modo de falar de sua esposa e ela só via defeitos no modo de pensar dele.
Ela estava lembrando de quando ele a pediu em casamento e a prometeu felicidade eterna. Não era isso que vinha acontecendo. Lembrava- se das margaridas lindas que tinha recebido junto com a aliança de noivado e o tão esperado pedido. Havia sido o dia mais feliz de sua vida.
A campainha tocou, a mulher como estava hipnotizada com suas doces recordações não moveu um músculo, nem sequer se alterou. O homem, então se levantou, olhou pelo olho mágico, mas não viu ninguém. Abriu a porta para verificar. Só achou um buquê de margaridas com um simples bilhete: “Enxerguem-se novamente e sejam felizes como naquele dia...”
Ali não se sabia o que era real ou não. Casados há 34 anos não se entendiam fazia tempo, andavam brigando muito, tanto sobre assuntos importantes quanto aqueles banais demais para perder tempo em falar sobre eles.
Os papéis se alternavam, ora ela queria discutir e resolver, ora ele. Naquele momento era ele. Continuava falando e falando. Ela continuava pensando e pensando (em outro assunto).
Queriam coisas diferentes, almejavam futuros distintos.
Ambos sentiam saudades do passado, tempo em que foram muito felizes juntos, felicidade esta que durou pouco. Eles não sabiam ser mais felizes. O marido só via defeitos no modo de falar de sua esposa e ela só via defeitos no modo de pensar dele.
Ela estava lembrando de quando ele a pediu em casamento e a prometeu felicidade eterna. Não era isso que vinha acontecendo. Lembrava- se das margaridas lindas que tinha recebido junto com a aliança de noivado e o tão esperado pedido. Havia sido o dia mais feliz de sua vida.
A campainha tocou, a mulher como estava hipnotizada com suas doces recordações não moveu um músculo, nem sequer se alterou. O homem, então se levantou, olhou pelo olho mágico, mas não viu ninguém. Abriu a porta para verificar. Só achou um buquê de margaridas com um simples bilhete: “Enxerguem-se novamente e sejam felizes como naquele dia...”
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